terça-feira, 2 de janeiro de 2018

São Paulo mantém otimismo por Diego Souza e negocia valores com Sport

São Paulo e Sport negociam valores por Diego Souza. Embora na semana passada o presidente do clube pernambucano, Arnaldo Barros, tenha dito que a oferta inicial não agradou, o Tricolor mantém otimismo. Depois da entrevista, houve novas conversas entre dirigentes dos dois lados.
Neste momento não há um acerto confirmado, mas o São Paulo considera a negociação pelo meia-atacante como a mais avançada entre os nomes buscados no mercado.
Isso porque o clube do Morumbi tem um acerto salarial com o jogador e agora tenta alinhar um valor de consenso com o Leão, entre os R$ 6 milhões oferecidos inicialmente e os R$ 10 milhões pedidos pelo Sport.
Diego Souza, do Sport, é alvo do São Paulo (Foto: JALES VALQUER/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)Diego Souza, do Sport, é alvo do São Paulo (Foto: JALES VALQUER/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)
Diego Souza, do Sport, é alvo do São Paulo (Foto: JALES VALQUER/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)
Enquanto o Sport valoriza seu principal jogador, os paulistas tentam diminuir o valor a ser pago. A ideia é abater o preço de Diego Souza com o perdão da dívida superior a R$ 2 milhões que o clube pernambucano tem com o São Paulo, relativa à compra dos direitos do atacante Rogério, e pagar uma compensação financeira.
Ou seja, se o Sport se mantiver irredutível na pedida de R$ 10 milhões, o Tricolor teria de pagar mais R$ 8 milhões do bolso pelo atleta de 32 anos. Esse cenário é considerado real nos bastidores.
– Diego tem contrato até dezembro de 2018. Leio e escuto dizendo que a situação do Diego está indefinida. Não está. Ele tem contrato com o Sport até o fim do ano que vem. Diego é um atleta que terminou entre os maiores artilheiros do País, que deve ir à Copa do Mundo, que seria titular na maioria dos times do Brasil – disse o presidente do Sport, na semana passada.
A possível transferência de Diego Souza ao São Paulo faz parte do plano do meia-atacante em trocar de ares às vésperas da Copa do Mundo da Rússia. Presente em convocações recentes do técnico Tite, o jogador acredita que pode ter mais destaque em outra equipe. Ele fez 21 gols em 55 jogos na última temporada.

Por Marcelo Hazan, São Paulo

FBF alerta clubes sobre uso de estádios antes do Baianão 2018

A Federação Bahiana de Futebol vem alertando os clubes que participarão da Série A do Baianão 2018 sobre a importância da preservação dos seus mandos de campo para a competição.

A entidade tomou conhecimento da utilização de algumas praças esportivas para realização de amistosos. A prática pode prejudicar os gramados antes do estadual.

A FBF não é administradora dos estádios e, por isso, não pode proibir a utilização dos mesmos para jogos treinos. O que a diretoria da entidade pode fazer, e tem feito, é recomendar os clubes e poderes públicos das cidades a preservarem os gramados. Porém, em casos de ocorrências de gramados sem condições de receber jogos, a FBF determinará a mudança do mando de campo.

Poucos estádios ainda não apresentaram os laudos técnicos e ajustes necessários para o início do Baianão. Os responsáveis por estes terão até o dia 4 de janeiro para regularizar a situação. Em caso contrário, a FBF divulgará no dia 5 de janeiro uma nova tabela com mandos de campos alterados.

Por Comunicação FBF

Início promissor e falhas: Ortiz tenta nova vida no Sport após ostracismo no Inter

Conhecido Brasil afora pela efetividade nas categorias de base, o Internacional tem um grande leque de novos jogadores a cada ano. Alguns conseguem ser aproveitados e se firmam, enquanto outros precisam sair para ganhar experiência. O zagueiro Léo Ortiz, novo reforço do Sport, vive um pouco de cada situação. Promovido em 2017, ele chegou no time profissional cercado de expectativa e no início conseguiu se provar, mas com o passar do tempo viu a regularidade como seu principal adversário e passou de titular absoluto a uma das última opções na zaga colorada.
Aos 21 anos - completa 22 nesta quarta-feira -, Léo Ortiz chega no Recife para a sua primeira experiência fora de Porto Alegre. Ele passou por todas as categorias de base do Inter e não à toa tinha muitas referências dos torcedores quando apareceu no time profissional em janeiro de 2017. E logo na estreia, em fevereiro, foi herói ao salvar uma bola em cima da linha e ainda deu uma assistência na vitória contra o Oeste, pela Copa do Brasil. Ali, muitos imaginavam que estava surgindo de fato uma daquelas revelações que iria se provar com velocidade. Ele até conseguiu ser titular em boa parte do Campeonato Gaúcho, mas foi alternando momentos bons e ruins e vendo sua prestígio com a torcida cair.
- Léo Ortiz foi promovido ao elenco principal do Inter no início do ano, com um bom cartaz das categorias de base como um zagueiro de técnica apurada, com boa saída de bola. E ele confirmou isso logo na estreia. A amostra inicial foi suficiente para fazê-lo virar titular da defesa durante todo o Gauchão. Mas não conseguiu se firmar, de fato, alternando atuações seguras com alguns erros pontuais. - conta o jornalista Eduardo Deconto, do GloboEsporte.com/rs.
Léo Ortiz estreou contra o Oeste na Copa do Brasil e foi um dos destaques (Foto: Ricardo Duarte / Internacional / Divulgação)Léo Ortiz estreou contra o Oeste na Copa do Brasil e foi um dos destaques (Foto: Ricardo Duarte / Internacional / Divulgação)
Léo Ortiz estreou contra o Oeste na Copa do Brasil e foi um dos destaques (Foto: Ricardo Duarte / Internacional / Divulgação)
Para Deconto, que acompanhou de perto o início da carreira de Léo Ortiz, ele é um zagueiro promissor e que ainda precisa ser lapidado.
- Em suma, é um zagueiro técnico, com boa saída de bola e boa velocidade, que vai bem na cobertura nas bolas rasteiras. Tem um pouco de dificuldades na bola aérea (mede 1m85), que é algo a se aprimorar. É um zagueiro promissor, mas ainda a ser lapidado. O Inter aposta que ele possa ganhar bagagem no empréstimo para voltar mais "pronto" pro clube em 2019.

Gol contra e personalidade

Em uma das partidas de Léo Ortiz no primeiro semestre, veio o primeiro grande baque que o colocou na mira dos torcedores. Numa partida contra o Palmeiras pela Copa do Brasil, ele acabou marcando um gol contra e o Inter foi eliminado. A partir dali, a relação começou a ser tensa com as arquibancadas e ele perdeu a posição definitivamente, voltando apenas em ocasiões de extrema necessidade.
Contra o Palmeiras, um gol contra começou a azedar a relação com a torcida (Foto: Ricardo Duarte/Divulgação, Inter)Contra o Palmeiras, um gol contra começou a azedar a relação com a torcida (Foto: Ricardo Duarte/Divulgação, Inter)
Contra o Palmeiras, um gol contra começou a azedar a relação com a torcida (Foto: Ricardo Duarte/Divulgação, Inter)
Apesar da falha e da pouca idade, foi possível ver uma característica positiva na situação. Léo Ortiz não se escondeu em momento algum e assumiu os erros. Depois de falhar num jogo contra o Juventude, pela Série B, foi para a entrevista e encarou as vaias da torcida ao fundo.
- Ponho minha cara para bater. Não tenho medo. A cobrança é normal em um clube grande. Tenho que me acostumar. Confesso que diminuiu os rendimentos da equipe e o meu, mas sei da minha capacidade. - disse ele na ocasião.

Escanteado

Naquele momento, Léo Ortiz já era reserva no time de Guto Ferreira, mas com o passar do tempo foi perdendo ainda mais espaço. Do dia 25 de julho ao dia 3 de outubro, ele não jogou um minuto sequer pelo Inter e algumas vezes nem apareceu no banco de reservas. Na reta final da Série B, com uma série de lesões dos companheiros, voltou a ter mais chances e acabou jogando cinco dos últimas 10 jogos do time gaúcho.
Ao todo, Léo Ortiz finalizou o ano de 2017 com 31 jogos, sendo que 28 deles como titular do Internacional. Na Série B, foram apenas 13 aparições, contra 12 no Campeonato Gaúcho e seis na Copa do Brasil.

Em busca de ritmo

Outro fato que marcou a primeira temporada de Léo Ortiz como profissional do Internacional foi o pedido inusitado que ele fez em setembro, no auge do seu ostracismo, para participar de jogos com a equipe Sub-23. Na ocasião, como não vinha sendo utilizado pelo técnico Guto Ferreira, não queria perder o ritmo de jogo para o momento que fosse utilizado novamente.
E logo na primeira vez, chamou a atenção. Num amistoso do time Sub-23 contra o Nova Prata, pela Copa FGF, marcou os dois gols da vitória colorada. No profissional, ele ainda não marcou nenhum gol.
Por Lucas Liausu, Recife

Com poucos jogos em 2017, Jorginho garante estar zerado e quer vida nova no Santa

Primeiro jogador anunciado pelo Santa Cruz para o ano de 2018, o volante Jorginho tem um histórico recente negativo na carreira. O ano de 2017 não foi como ele imaginava em número de jogos por conta de uma cirurgia de apendicite e por isso ele enxerga a oportunidade no Arruda para provar que pode voltar a jogar em um bom nível.

- Não fui muito feliz no Brasileirão. Fiz uma cirurgia de apendicite e não fui muito utilizado na Série B, mas agora esto zerado e com a cabeça boa para começar os trabalhos aqui e conquistar grandes coisas.

O volante fez apenas 17 jogos na temporada passada e na Série B, entrou em campo em quatro oportunidades, sempre com espaços alternados. A primeira aparição foi na terceira rodada, depois na 19ª, 22ª e 36ª.

Jorginho chega no Santa Cruz para brigar por posição com os volantes contratados Ilaílson e Jefferson Silva, além de Lucas Gomes e João Ananias, que estavam no elenco do ano passado. Os jovens Théo e João Vítor, forma promovidos da base para este ano e também brigam por uma posição.

- Toda posição é concorrida e quem tiver melhor e mostrar ao professos que tem condições de jogar, vai entrar. Vou trabalhar para que isso aconteça comigo. Sou um primeiro volante e posso jogar também como segundo. Júnior Rocha conversou comigo perguntando onde eu queria jogar. Estou aqui para o que ele precisar.

Por GloboEsporte.com, Recife

Na busca por experiência, Náutico mira a contratação de mais um zagueiro

Dos 17 reforços que o Náutico contratou, apenas dois são zagueiros. Por isso a diretoria avalia ainda a contratação de mais um jogador para o setor. E a ideia da diretoria é que seja um atleta rodado que possa ajudar o elenco também com a sua experiência. No momento, a prioridade da diretoria é por um atacante, mas o reforço para a defesa também está no radar.
Além do remanescente Rafael Ribeiro, de 20 anos, o Náutico contratou Camutanga, de 24 anos e Camacho, que tem 32 e é o mais experiente. No entanto, não tem uma carreira com grandes clubes no currículo.
- Encontramos boas surpresas com o pessoal da base na posição de volante. Sem citar nomes, claro, mas encontramos boas surpresas não só com os jogadores que subiram, mas também os do Sub-20. E aí estamos mais tranquilos. Temos uma necessidade maior com os zagueiros do que com os cabeças de áreas - disse o vice-presidente de futebol Diógenes Braga.
Camacho tem 32 anos, mas não possui um currículo com grandes clubes (Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press)Camacho tem 32 anos, mas não possui um currículo com grandes clubes (Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press)
Camacho tem 32 anos, mas não possui um currículo com grandes clubes (Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press)
O dirigente reforçou a necessidade de trazer o tão buscado camisa 9. E afirmou que, não só para essa, mas como para todas as posições, ele também observará atletas do clube que estarão disputando a Taça São Paulo de futebol júnior, que começa neste mês
- Vamos tentar focar no atacante, nessa lacuna da função mais posicional e aí vamos avaliar o que necessitamos. Um grupo vai viajar para jogar a Taça São Paulo e quando eles voltarem, teremos mais opções para avaliarmos.
Por Daniel Gomes, Recife

Catarinense: Após volta por cima em 2017, Zé Love foca em ano perfeito no Figueirense

Após passar por um procedimento cirúrgico na coluna em 2017 e dar a volta por cima no segundo semestre, o atacante do Figueirense, Zé Love, espera que 2018 seja muito diferente para ele. Segundo o jogador, com passagens pelo Coritiba, Vitória, Santos e Goiás, essa temporada tem tudo para ser perfeita para ele.

“O ano passado foi muito difícil para mim, principalmente pelo problema que tive na coluna. Perdi boa parte da temporada. Quero recuperar isso em 2018. Espero que esse ano seja perfeito para mim em todos os sentidos. Vou trabalhar para fazer uma temporada de muitos gols e boas apresentações”, disse.

Após volta por cima em 2017, Zé Love foca em ano perfeito em 2018 com gols e grandes apresentações
Após volta por cima em 2017, Zé Love foca em ano perfeito em 2018 com gols e grandes apresentações
Ainda de acordo com o atacante, o trabalho físico que realizou nas férias o deixou 100% neste sentido.
“Trabalhei muito nestas férias a parte física para iniciar a pré-temporada bem neste sentido. Estou me sentindo muito bem e motivado para fazer um grande 2018. Fisicamente estou ‘voando’ novamente e isso me deixa muito confiante. Poucas vezes me senti tão bem”.
por Agência Futebol Interior

Arenas de Palmeiras e Corinthians estudam utilização da biometria em 2018

Gestores do Allianz Parque e do estádio Itaquerão, a Arena Corinthians, estão trocando informações com o Atlético Paranaense sobre a utilização da biometria (leitura das impressões digitais) para acesso dos torcedores aos estádios. O clube paranaense é o único do País a adotar o sistema em todos os setores da Arena da Baixada, em Curitiba; Grêmio e Internacional adotam a biometria apenas nos setores destinados às torcidas organizadas.

A biometria é uma medida para aumentar a segurança. O primeiro passo é instalar equipamento de leitura ao lado das catracas, na entrada dos estádios. Em seguida, é feito o cadastramento dos sócios-torcedores. Por meio do cadastro, é possível cruzar as informações com os órgãos de segurança para garantir que eventuais medidas restritivas, como um mandado de prisão ou uma proibição de entrar no estádio, seja cumprida de fato. Além disso, uma eventual punição para a ser individual, diminuindo o risco de punição ao clube.

O Atlético Paranaense é o único time do país a adotar o sistema em todos os setores da Arena da Baixada, em Curitiba
O Atlético Paranaense é o único time do país a adotar o sistema em todos os setores da Arena da Baixada, em Curitiba
No Paraná está em andamento um projeto com participação do Tribunal de Justiça (TJ-PR), a Secretaria de Segurança Pública (SESP), o Instituto de Identificação, o Detran e a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação (Celepar). A ideia é que a biometria seja adotada em todo o Estado.
Em São Paulo está em tramitação na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 779/2017, de autoria do deputado Celson Nascimento (PSC/SP), propondo a instalação obrigatória de sistemas de identificação biométrica nos estádios de futebol com capacidade superior a 10 mil pessoas. No Rio de Janeiro, uma ação civil pública criada pelo Ministério Público determina a instalação de leitores biométricos nos estádios. Ela, no entanto, está parada na Justiça. Aprovada pelo Juizado do Torcedor em maio, foi derrubada por um efeito suspensivo pedido pela própria Ferj.
O Allianz Parque, estádio do Palmeiras, admite o contato com uma empresa fornecedora do serviço de catracas para a Arena da Baixada e a Arena Grêmio, mas negou a adoção imediata da inovação. "Por enquanto, não faremos mudanças em nosso sistema. Fizemos apenas conversas para conhecer as inovações do setor de controle de acesso", informou a assessoria da Arena. Fontes ligadas ao Itaquerão afirmaram apenas que "a biometria está na lista de inovações que a arena pretende adotar, mas os prazos ainda não estão definidos". Os contatos foram feitos durante o Campeonato Brasileiro de 2017.
PROBLEMAS
A inovação não é uma unanimidade. No Sul do País, os torcedores reclamam que os clubes estão repassando os custos de implantação do sistema para os ingressos. Na Arena da Baixada, que adota o acesso em todos os setores desde setembro, os torcedores reclamam de aumento de R$ 100 para R$ 150. "(O aumento) é uma bravata. Nós damos desconto para compra antecipada. A elitização está ligada ao custo do espetáculo. Como pagar 1 milhão de reais por um atleta e cobrar 20 reais pelo ingresso?", indagou Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético Paranaense e que reassumiu as funções ligadas diretamente com o futebol.
por Agência Estado